sexta-feira, 13 de maio de 2011

NOSSA SENHORA DE FÁTIMA



NO DIA 13 DE MAIO de 1917, por volta do meio-dia, Nossa Senhora apareceu pela primeira vez, numa região do centro de Portugal, a três pastorzinhos – Lúcia, Jacinta e Francisco – que tinham levado as suas ovelhas para pastar numa depressão coberta de azinheiras e de oliveiras que os habitantes do lugar conheciam por Cova da Iria1. A Virgem pediu aos meninos que voltassem ali no dia treze de cada mês, durante seis meses consecutivos. A mensagem que Nossa Senhora foi desfiando ao longo desses meses era uma mensagem de penitência pelos pecados que se cometem diariamente; a recitação do terço por essa mesma intenção; e a consagração do mundo ao seu Imaculado Coração.

Em cada aparição, a doce Senhora insistiu na recitação do terço, e ensinou aos videntes uma oração para que a repetissem muitas vezes, oferecendo a Deus as suas obras e, em especial, pequenas mortificações e sacrifícios: Ó Jesus!..., por teu amor, pela conversão dos pecadores e em reparação das ofensas feitas ao Imaculado Coração de Maria.

Em agosto, a Virgem prometeu um sinal público, visível por todos, como prova da veracidade dessas mensagens, e no dia 13 de outubro aconteceu o chamado prodígio do sol. Dezenas de milhares de peregrinos, presentes na Cova da Iria, foram testemunhas desse fato extraordinário, que chegou a ser visto por pessoas que estavam a muitos quilômetros do lugar. Nossa Senhora declarou então aos meninos que era a Virgem do Rosário. Também lhes disse: "É preciso que os homens se emendem, que peçam perdão dos seus pecados e não ofendam mais a Nosso Senhor, que já é muito ofendido".

O Papa João Paulo II, recordando a sua peregrinação a Fátima, onde esteve "com o terço na mão, o nome de Maria nos lábios e o canto de misericórdia no coração", para dar graças a Nossa Senhora por ter saído com vida do atentado sofrido no ano anterior, sublinhou que "as aparições de Fátima, comprovadas por sinais extraordinários em 1917, vêm a ser como que um ponto de referência e de irradiação para o nosso século. Maria, nossa Mãe celestial, apareceu para sacudir as consciências, para iluminar o autêntico significado da vida, para estimular à conversão do pecado e ao fervor espiritual, para inflamar as almas de amor a Deus e de caridade com o próximo. Maria veio socorrer-nos, porque muitos, infelizmente, não querem acolher o convite do Filho para regressarem à casa do Pai.

"Do seu Santuário de Fátima, Maria renova ainda hoje o seu apelo materno e premente: a conversão à Verdade e à Graça; a vida sacramental, especialmente a Penitência e a Eucaristia, e a devoção ao seu Coração Imaculado, acompanhada pelo espírito de penitência"2.

Hoje podemos perguntar-nos como anda a nossa correspondência às freqüentes inspirações do Espírito Santo para que purifiquemos a alma, como desagravamos o Senhor pelos pecados pessoais e pelos de todos os homens, como rezamos o terço – especialmente neste mês de maio –, oferecendo-o por "intenções ambiciosas", pedindo que muitos amigos e colegas se aproximem novamente de Cristo.

"A MENSAGEM DE FÁTIMA é, no seu núcleo fundamental, uma chamada à conversão e à penitência [...]. A Senhora da mensagem parecia ler com uma perspicácia especial os sinais dos tempos, os sinais do nosso tempo"3. Hoje, na nossa oração, chega-nos essa voz doce, maternal, e ao mesmo tempo enérgica e decidida da Virgem, que é premente, como que dirigida pessoalmente a cada um de nós.

Sabemos bem como ao longo de todo o Evangelho ressoam as palavras: Arrependei-vos e fazei penitência4. Jesus começará a sua missão pedindo penitência: Fazei penitência, porque o Reino dos Céus está próximo5. E acrescentará noutra ocasião: "Se não fizerdes penitência, todos perecereis"6. É por isso que a pregação desta virtude ocupará também um lugar essencial na mensagem que os Apóstolos irão difundir, recém-nascida a Igreja7. Todo o tempo da Igreja peregrina, no qual nos encontramos, configura-se como spatium verae poenitentiae, um tempo de verdadeira penitência concedido pelo Senhor para que ninguém pereça8.

A penitência é necessária porque existe o pecado, porque é preciso reparar tantas faltas e fraquezas pessoais e dos nossos irmãos os homens, e porque ninguém, sem um privilégio especial e extraordinário, está confirmado na graça, antes deve ter uma consciência muito viva de que é um pecador. O Cura d'Ars costumava dizer que a penitência nos é tão necessária para a alma como a respiração para o corpo9.

A primeira manifestação desta virtude é o amor à confissão freqüente, que nos leva a desejá-la e a vivê-la com esmero, com uma contrição verdadeira das nossas faltas atuais e passadas. A virtude da penitência deve também estar presente de alguma maneira nas ações correntes de todos os dias: "no cumprimento exato do horário que marcaste, ainda que o corpo resista ou a mente pretenda evadir-se em sonhos quiméricos. Penitência é levantar-se na hora. E também não deixar para mais tarde, sem um motivo justificado, essa tarefa que te é mais difícil ou trabalhosa.

"A penitência está em saberes compaginar todas as tuas obrigações – com Deus, com os outros e contigo próprio –, sendo exigente contigo de modo que consigas encontrar o tempo de que cada coisa necessita. És penitente quando te submetes amorosamente ao teu plano de oração, apesar de estares esgotado, sem vontade ou frio.

"Penitência é tratar sempre com a máxima caridade os outros, começando pelos da tua própria casa. É atender com a maior delicadeza os que sofrem, os doentes, os que padecem. É responder com paciência aos maçantes e inoportunos. É interromper ou modificar os programas pessoais, quando as circunstâncias – sobretudo os interesses bons e justos dos outros – assim o requerem.

"A penitência consiste em suportar com bom humor as mil pequenas contrariedades da jornada: em não abandonares a tua ocupação, ainda que de momento te tenha passado o gosto com que a começaste; em comer com agradecimento o que nos servem, sem importunar ninguém com caprichos.

"Penitência, para os pais e, em geral, para os que têm uma missão de governo ou educativa, é corrigir quando é preciso fazê-lo, de acordo com a natureza do erro e com as condições de quem necessita dessa ajuda, sem fazer caso de subjetivismos néscios e sentimentais.

"O espírito de penitência leva a não nos apegarmos desordenadamente a esse bosquejo monumental de projetos futuros, em que já previmos quais serão os nossos traços e pinceladas mestras. Que alegria damos a Deus quando sabemos renunciar às nossas garatujas e broxadas de mestrinho, e permitimos que seja Ele a acrescentar os traços e as cores que mais lhe agradem!"10 Que maravilhosa obra-prima não surge então, com a ajuda da graça, aos olhos de Deus!


UMA PARTE DA MENSAGEM de Fátima era o desejo da Virgem de que se consagrasse o mundo ao seu Coração Imaculado. Onde haverá de estar mais seguro o mundo? Onde estaremos mais bem defendidos e amparados? Esta consagração "significa aproximarmo-nos, por intercessão da Mãe, da própria fonte da Vida, que brotou do Gólgota. Esta fonte corre ininterruptamente, e dela jorram a Redenção e a graça. Nela se realiza constantemente a reparação dos pecados do mundo. Este manancial é fonte incessante de vida e de santidade"11.

Pio XII (cuja ordenação episcopal teve lugar precisamente a 13 de maio de 1917, dia da primeira aparição) consagrou o gênero humano e especialmente os povos da Rússia ao Coração Imaculado de Maria12. João Paulo II quis renová-la e a ela podemos unir-nos hoje: "Ó Mãe dos homens e dos povos, Vós que conheceis todos os seus sofrimentos e esperanças, Vós que sentis maternalmente todas as lutas entre o bem e o mal, entre a luz e as trevas que invadem o mundo contemporâneo, acolhei este clamor que, como que movidos pelo Espírito Santo, elevamos diretamente ao vosso coração, e abraçai com o amor da Mãe e da Serva este nosso mundo, que colocamos sob a vossa confiança e Vos consagramos, cheios de inquietação pela sorte terrena e eterna dos homens e dos povos.

"De modo particular, colocamos sob a vossa confiança e Vos consagramos os homens e nações que necessitam especialmente desta consagração. Sob a vossa proteção nos acolhemos, Santa Mãe de Deus. Não desprezeis as súplicas que Vos dirigimos nas nossas necessidades!

"Não as desprezeis!

"Acolhei a nossa humilde confiança e entrega!"13

Santa Maria, sempre atenta ao que lhe pedimos, fará com que encontremos refúgio e amparo no seu Coração Puríssimo.



(1) C. Barthas, Fátima, Aster, Lisboa, pág. 426; (2) João Paulo II, Angelus, 26-VII-1987; (3) idem, Homilia em Fátima, 13-V-1982; (4) cfr. Mc 1, 15; (5) Mt 4, 17; (6) Lc 13, 3; (7) cfr. At 2, 38; (8) cfr. 2 Pe 3, 9; (9) Cura d'Ars, Sermão sobre a Penitência; (10) Josemaría Escrivá, Amigos de Deus, n. 138; (11) João Paulo II, Homilia em Fátima, 26-VII-1987; (12) Pio XII, Radio-mensagem Benedicite Deum, 31-X-1942; (13) João Paulo II, Consagração à Virgem de Fátima, 13-V-1982.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

O grão de mostarda, por São Cromácio de Aquiléia

São Cromácio de Aquiléia (? – 407), bispo
Sermão 30, 2 (a partir da trad. SC 164, p.137)

A semente lançada à terra dá muito fruto (Jo 12, 24)

O Senhor comparou-Se a Si mesmo a um grão de mostarda: ainda que fosse o Deus da glória e da majestade eterna, tornou-Se muito pequeno, porque quis nascer de uma virgem com um corpo de criança pequena. Foi lançado à terra quando o Seu corpo foi posto no túmulo. Mas, depois de Se ter elevado de entre os mortos pela Sua gloriosa ressurreição, cresceu sobre a terra até Se tornar uma árvore em cujos ramos habitam os pássaros do céu.

Esta árvore significa a Igreja que a morte de Cristo ressuscitou na glória. Os seus ramos só se podem entender como sendo os apóstolos porque, tal como os ramos são o ornamento natural da árvore, assim os apóstolos são o ornamento da Igreja de Cristo pela beleza da graça que receberam. E diz-se que nestes ramos habitam os pássaros do céu. Alegoricamente, os pássaros do céu designam-nos a nós que, vindo à Igreja de Cristo, descansamos sobre o ensino dos apóstolos, como os pássaros sobre os ramos.

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

São Tomás de Aquino, Doutor Angélico


Nasceu por volta de 1225 no castelo de Roccaseca, perto de Montecassino, na Itália. Estudou primeiro na abadia beneditina desse lugar e depois em Nápoles; aos vinte anos, entrou na Ordem dos Pregadores, apesar da forte oposição familiar. Foi mestre de Filosofia e Teologia em Roma, Nápoles, Viterbo e, principalmente, em Colônia e Paris. Partindo da filosofia de Aristóteles, da teologia de Santo Agostinho e da Sagrada Escritura, elaborou uma síntese teológica abrangente. A sua grande piedade transparece de modo especial nos seus sermões e no Ofício que compôs para a festa do Corpus Christi. Desde a sua morte, o Magistério da Igreja adotou a sua doutrina “por estar mais conforme que nenhuma outra com as verdades reveladas, os ensinamentos dos Santos Padres e a reta razão” (João XXIII). A sua autoridade doutrinal é reconhecida universalmente.

Morreu perto de Terracina no dia 7 de março de 1274, quando se dirigia para o Concílio de Lyon. A sua festa celebra-se no dia em que o seu corpo foi trasladado para Toulouse, no ano de 1639. Foi canonizado e declarado Doutor da Igreja em 1323.

Um dia, estando em oração, ouviu a voz de Jesus crucificado que lhe dizia: “Escreveste bem sobre mim, Tomás; que recompensa queres pelo teu trabalho?” E ele respondeu: “Senhor, nada senão Vós mesmo”. Era mais uma manifestação da sua sabedoria e santidade, que nos mostra o que devemos pedir e desejar, por cima de todas as coisas.

(Fonte: Hablar Con Dios, Francisco Fernández Carvajal)

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Os Dois Nascimentos de Cristo

São Máximo de Turim (?-c. 420), bispo Sermão 10, sobre o Natal do Senhor, PL 57, 24 (a partir da trad. Année en fêtes, Migne 2000, p. 78 rev.)

«Nascido do Pai antes de todos os séculos [...] fez-Se homem [...] e nasceu da Virgem Maria (Credo)


Caríssimos irmãos, há dois nascimentos em Cristo, e tanto um como o outro são a expressão de um poder divino que nos ultrapassa absolutamente. Por um lado, Deus gera o Seu Filho a partir de Si mesmo; por outro, Ele é concebido por uma virgem por intervenção de Deus. [...] Por um lado, Ele nasce para criar a vida; por outro, para eliminar a morte. Ali, nasce de Seu Pai; aqui, é trazido ao mundo pelos homens. Por ter sido gerado pelo Pai, está na origem do homem; por ter nascido humanamente, liberta o homem. Uma e outra formas de nascimento são propriamente inexprimíveis e ao mesmo tempo inseparáveis. [...]


Quando ensinamos que há dois nascimentos em Cristo, não queremos com isto dizer que o Filho de Deus nasça duas vezes; mas afirmamos a dualidade de natureza num só e mesmo Filho de Deus. Por um lado, nasceu Aquele que já existia; por outro, foi produzido Aquele que ainda não existia. O bem-aventurado evangelista João afirma isto mesmo com as seguintes palavras: «No princípio existia o Verbo; o Verbo estava em Deus; e o Verbo era Deus»; e ainda: «E o Verbo fez-Se homem».


Assim, pois, Deus, que estava junto de Deus, saiu Dele, e a carne de Deus, que não estava Nele, saiu de uma mulher. Assim, o Verbo fez-Se carne, não de maneira que Deus Se diluísse no homem, mas para que o homem fosse gloriosamente elevado em Deus. É por isso que Deus não nasce duas vezes; mas, por estes dois géneros de nascimentos – a saber, o de Deus e o do homem –, o Filho único do Pai quis ser, a um tempo, Deus e homem na mesma pessoa: «E quem poderá contar o Seu nascimento?» (Is 53, 8 Vulg)

(fonte Evangelho Quotidiano)

Feliz 2011!

Recebi essa mensagem e achei muito bonita. Não sei o autor.

Em Cristo,


Você pode ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não se esqueça de que sua vida é a maior empresa do mundo.

Só você pode evitar que ela vá à falência. Há muitas pessoas que precisam, admiram e torcem por você.


Gostaria que você sempre se lembrasse de que ser feliz não é ter um céu sem tempestades, caminhos sem acidentes, trabalhos sem fadigas, relacionamentos sem decepções. Ser feliz é encontrar força no perdão, esperança nas batalhas, segurança no palco do medo, amor nos desencontros.


Ser feliz não é apenas valorizar o sorriso, mas refletir sobre a tristeza.


Não é apenas comemorar o sucesso, mas aprender lições nos fracassos.


Não é apenas ter júbilo nos aplausos, mas encontrar alegria no anonimato.


Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver a vida, apesar de todos os desafios, Incompreenções e períodos de crise. Ser feliz não é uma fatalidade do destino, mas uma conquista de quem sabe viajar para dentro do seu próprio ser.


Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história.


É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma e agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.


Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.


É saber falar de si mesmo.


É ter coragem para ouvir um "não".


É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.


É beijar os filhos, curtir os pais e ter momentos poéticos com os amigos, mesmo que eles nos magoem.


Ser feliz é deixar viver a criança livre, alegre e simples que mora dentro de cada um de nós.


É ter maturidade para falar "eu errei". É ter ousadia para dizer "me perdoe".


É ter sensibilidade para expressar "eu preciso de você". É ter capacidade de dizer "eu te amo".


Desejo que a vida se torne um canteiro de oportunidades para você ser feliz...


Que nas suas primaveras você seja amante da alegria.


Que nos seus invernos você seja amigo da sabedoria.


E, quando você errar o caminho, recomece tudo de novo, pois assim você será cada vez mais apaixonado pela vida.


E descobrirá que...


Ser feliz não é ter uma vida perfeita.


Mas usar as lágrimas para irrigar a tolerância.


Usar as perdas para refinar a paciência.


Usar as falhas para esculpir a serenidade.


Usar a dor para lapidar o prazer.


Usar os obstáculos para abrir as janelas da inteligência.


Jamais desista de si mesmo!!!


Jamais desista das pessoas que você ama.


Jamais desista de ser feliz, pois a vida é um espetáculo imperdível. E você é um ser humano especial !!!!!


"Nunca esqueçam que nenhum de nós é tão bom quanto todos nós juntos"


Feliz 2011 com muita saúde, felicidades e sucesso!

domingo, 17 de outubro de 2010

O aborto da Fé

Irmãos, a PAZ!

Hoje, logo cedo, me deparei com 3 notícias que me fizeram ficar meditando o dia todo com certa preocupação.

A primeira dizia que numa pesquisa recente do Datafolha, Dilma teria 51% de preferência entre Católicos, contra 38% de Serra. Já entre Evangélicos, o quadro era exatamente oposto.

Minha primeira reação foi a de extrema tristeza. Logo agora, onde surpreendentemente o Brasil se voltava à motivos de moral e fé na escolha de seu próximo Presidente, onde o aborto finalmente tomou o lugar que deve no debate político, guiando o tom das campanhas, exatamente àqueles que deveriam estar ao lado la Igreja e da fé não estão.

Deixo aqui meus cumprimentos aos irmãos Evangélicos que levam nota 10 no quesito comunidade e identidade. Mas eu deveria estar surpreso com a hipocrisia do Catolicismo brasileiro?

Foi quando li dois emails seguidos: o primeiro era enfático, com cobertura da própria Folha de São Paulo (e divulgação plena dos blogueiros petralhas), que Mônica Serra já teria feito um aborto.

Fiquei perplexo que uma questão delicada e de cunho totalmente pessoal seja tratado dessa forma como a atingir o candidato tucano. Um boato de uma suposta ex-aluna de Mônica - que deveria levar o leitor a ter piedade por aquela que teria feito o aborto - mas que não, usava de forma baixa como forma a dar o entendimento que seu marido não acreditava no que pregava.

Antes mesmo de, mais tarde, ficar sabendo - não surpreendentemente - que tal boato era falso, pelo blog do sempre atendo Reinaldo Azevedo, a passagem me occoreu:

“Não levantarás um boato falso; não darás tua mão ao perverso para levantar um falso testemunho. Não seguirás o mau exemplo da multidão" (Ex 32, 1-2)

Finalmente, o último fato, no segundo email, que um suposto padre (Otto Dana - "Um grito contra as trevas"), se dizia preplexo que questões como o aborto e o homossexualismo estivessem sendo focos do debate atual e que não deveriam.

Dizia coisas do tipo:

"Deus do céu! Que atraso! Que tiririquice! Pra começar, arbitrar sobre aborto e formas de casamento é da competência do Congresso Nacional e não do Presidente da República, que apenas sanciona ou veta a disposição do Congresso. Além do mais, aborto e casamento gay nem estão em pauta de discussão, hoje. Mais importante e pertinente agora é ouvir dos candidatos suas propostas e projetos ..."
Sem comentários.

Ainda tenho dúvidas que o tal Padre Otto, que, ao que parece existe mesmo na região de Piracicaba, mas cujos escritos anteriores que pude encontrar em nada lembram tal texto esdrúxulo, o tenha escrito. Mas ainda que o tenha - e que Deus o dê alguma Fé pois o mesmo perdeu completamente, não me surpreenderia devido à quantidade assustadora de liberais de apóstatas dentro de nossa Santa Igreja (a fumaça do inferno que profetizara o Beato João XXIII), não me faz mais nada
do que ter piedade - e muita - dele. Orei por ele na Missa de hoje.

Aliás, Evangelho este que nos questiona - pelo próprio Cristo - "Mas, quando vier o Filho do Homem, acaso achará fé sobre a terra?" (Lucas 18,8)

Nosso país à muito perdeu seus valores, e agora aborta a fé Cristã, Católica, Verdadeira.

Prefiro ficar com o ensinamento da Santa Igreja, com os tantos Bispos e padres que ainda guardam a fé, como a Regional Sul de São Paulo que denuncia o PT. Ou ainda o meu sempre favorito Padre Paulo Ricardo, que em mais um vídeo sensacional nos esclarece - com fatos e não calúnias - da Verdade que muitos não vêem.

NÃO PERCA O FOCO!!



É o que desejo a todos vocês que lerem este post. Mantenham o foco - o foco no Cristo e em Sua Igreja.

Que São Miguel nos proteja, Nossa Senhora de Guadalupe nos ampare, e que Deus nos livre de todo o mal.

Em Cristo,

sábado, 2 de outubro de 2010

Santos Anjos da Guarda‏

Livro de Êxodo 23,20-23.

Eis que Eu envio um anjo diante de ti, para te guardar no caminho e para te fazer entrar no lugar que Eu preparei. Mantém-te atento na sua presença e escuta a sua voz. Não lhe causes amargura, porque ele não suportará a vossa transgressão, porque está nele a minha autoridade. Mas se escutares a sua voz e se fizeres tudo o que Eu falar, Eu serei inimigo dos teus inimigos e serei adversário dos teus adversários, pois o meu anjo caminhará diante de ti e te fará entrar na terra do amorreu, do hitita, do perizeu, do cananeu, do heveu e do jebuseu, e Eu exterminá-lo-ei

Como lembra São Bernardo e o Salmista: «Tomar-te-ão nas palmas das mãos» (Sl 90, 12)

Que os Santos Anjos nos protejam!


Boa eleição a todos!

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Nojento, doentio e assustador - Aborto e a IURD



Que a Igreja Universal do Reino de Deus é uma palhaçada que só serve para juntar dinheiro aos chamados bispos do Edir, muitos já sabem. Que ela prega erros e inconsistências com a doutrina Cristã, também.

Mas como pode alguém continuar num antro desses, tendo como líder máximo e supremo alguém tão nojento, doentio e assustador?

É inacreditável que alguém possa fazer parte de uma chamada igreja após ouvir o que esse senhor tem a dizer.

O Reinaldo Azevedo, de onde fiquei sabendo do vídeo, faz o seguinte comentário:

"Para ler, ver e ouvir com um crucifixo da mão!
...
O PT é a Igreja Universal da política, e a Igreja Universal é o PT da religião"

Nossa Senhora de Guadalupe nos proteja!

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Candidata do PT esnoba Católicos

Do Blog do Tio Rei (texto integral):

Por que Dilma faltou com a palavra empenhada e preferiu ficar assistindo a um vídeo do Pato Fu? Porque considera que a eleição já está no papo e que o confronto entre os candidatos não é mais matéria do seu interesse. Supostamente detentora dos votos de que precisa para se eleger, não se sente na obrigação de explicar mais nada a ninguém. Candidatos não são obrigados a participar de debates, é claro — a menos que tenham se comprometido a fazê-lo.

A ausência busca caracterizar, no extremo da arrogância, o evento como um encontro de derrotados. Dilma, a rigor, nunca quis saber dos eleitores porque tem aquele que considera o único eleitor realmente relevante: Lula. O resto é só um bando de patos fu…
E tem muito Católico votando na moça...
Deus nos ajude.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Votar bem - Dom Bruno

Repasso integralmente.

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Votar bem

(17 de agosto de 2010)

Prezados irmãos e irmãs

As eleições 2010 estão à porta e esperam, de cada um de nós, uma resposta adequada ao momento que vivemos. Os Bispos do Regional Sul 1 da CNBB publicamos algumas orientações aos nossos fiéis para a participação consciente e responsável no processo político-eleitoral deste ano. Na verdade, essas orientações são conhecidas de todos, pois tratam da responsabilidade que cada um temos com o destino político de nossa Nação.

Um questionamento que surge em todas as eleições é sobre a participação da Igreja no processo político. Qual deve ser a postura dos padres, comunidades, comissões, movimentos, etc? Muitos afirmam que o campo da Igreja é o religioso e que o social e político devem ficar com quem é de direito.

É importante que façamos algumas considerações.

A primeira, e mais importante, é que tenhamos a clareza que a Igreja só tem razão de ser se for Missionária. E a Missão da Igreja é anunciar Jesus Cristo, através do testemunho de uma vida doada no serviço aos irmãos e irmãs, principalmente dos que mais precisam. Isso é básico! Seguir e testemunhar Jesus Cristo não nos permite departamentalizar nossa vida, sendo religiosos quando vamos às celebrações, profissionais em nossos empregos, deputados nos parlamentos, prefeitos na prefeitura, etc. Ou somos cristãos em todos os lugares ou não somos cristãos.

Por isso, não é possível a um cristão assistir a desmandos políticos, como os mensalões, desvios de verbas públicas, mau atendimento médico e escolar, pessoas jogadas nas ruas, apoio a políticas contra a vida como o aborto, por exemplo, sem se posicionar radicalmente em favor da vida. Isso é ser cristão.

Assim, cabe à Igreja, sim, manifestar aos seus fiéis o compromisso que o seu voto deve ter com a vida, não votando em pessoas de má índole que buscam na política uma maneira de conquistar benefícios financeiros pessoais, que causam situações de morte para milhares outras pessoas.

Nós bispos, padres, diáconos e lideranças leigas temos uma forte influência na opinião do povo. Como cidadãos brasileiros que somos, temos todo o direito, e também o dever, de escolher criteriosamente os nossos candidatos. E o fazemos, sim. Porém, não devemos manifestar publicamente essa nossa escolha, tendo em vista que são muitas as pessoas que têm visões, partidos e candidatos diferentes dos nossos, escolhidos a partir dos mesmos critérios. Esse posicionamento diferente merece o nosso respeito.

Por esta razão, a Igreja pede que as lideranças religiosas não se posicionem explicitamente por um candidato ou partido político, pois, como o próprio nome diz, partido é uma parte que não contempla o todo. A Comunidade cristã só cresce respeitando a diversidade que leva à unidade que é Jesus Cristo.

Tenha a consciência de pesquisar sobre a vida do seu candidato/a escolhido, para conhecer o seu modo de pensar e agir, analisando se essa pessoa é capaz de governar para toda a sociedade, promovendo o bem comum no enfrentamento aos principais problemas que afetam a nossa sociedade. O povo continua a sofrer com a falta de saúde, educação, moradia, com a crescente violência, etc. Apesar dos abusivos impostos que todos pagamos, a sociedade se vê obrigada a recorrer a escolas particulares, planos de saúde, segurança privada... E isso, logicamente, para quem pode pagar.

Rogo a Deus que ilumine o povo brasileiro e que os eleitos pelas urnas sejam pessoas comprometidas com o bem social.

Dom Bruno Gamberini

Arcebispo Metropolitano de Campinas