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domingo, 11 de novembro de 2012

Família - A pequena sociedade


"E se os indivíduos e as famílias, entrando na sociedade, nela achassem, em vez de apoio, um obstáculo, em vez de protecção, uma diminuição dos seus direitos, dentro em pouco a sociedade seria mais para se evitar do que para se procurar."

Leão XIII - Carta Encíclica Rerum Novarum - 1891


sábado, 3 de novembro de 2012

Todos os Santos - por Santa Teresinha


Santa Teresinha do Menino Jesus (1873-1897), carmelita, doutora da Igreja
Novissima Verba (Últimos Colóquios), 15/7/1897


A comunhão dos santos

A Irmã Maria da Eucaristia queria acender as velas para uma procissão e, como não tinha fósforos, vendo a lamparina que arde diante das relíquias, dela se aproxima mas oh!, encontra-a quase apagada, não lhe restando senão uma pálida luzinha no pavio carbonizado. Apesar disso, consegue acender a sua vela e, a partir dela, as da comunidade toda que, daí a pouco, tinha todas as velas acesas. Foi, pois, esta pequena lamparina, quase extinta, que produziu outras chamas seguras, as quais, por sua vez, puderam produzir uma infinidade doutras e, até, incendiar o universo. No entanto, se quiséssemos determinar a origem desse incêndio, seria preciso reportar-nos sempre àquela minúscula lamparina. Como poderiam então as outras chamas, sabendo disso, gloriar-se de ter causado tamanho incêndio, uma vez que apenas foram acesas por contágio da pequena centelha? [...]


O mesmo se passa com a comunhão dos santos. Sem o sabermos, muitas vezes as graças e as luzes que recebemos ficam a dever-se a uma alma escondida, porque o Deus de bondade quer que os santos comuniquem uns aos outros a graça através da oração, para poderem depois dedicar uns aos outros um grande amor no Céu, um amor muito maior do que o de qualquer família da terra, mesmo a mais perfeita. Quantas vezes pensei que todas as graças que recebi se ficaram a dever à oração que uma qualquer boa alma tenha feito por mim ao Deus de amor, e que só no Céu conhecerei. Sim, uma pequena centelha basta para fazer nascer grandes clarões em toda a Igreja, como doutores e mártires, que ocuparão no Céu um lugar bem acima do dela; mas nem por isso se pode concluir que a glória deles não será também a dela, porque no Céu não haverá olhares indiferentes ─ todos reconhecerão que se devem mutuamente as graças que lhes mereceram essa coroa de glória.


via EQ

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Quarenta dias para crescer no amor de Deus e do próximo

São Gregório Magno (c. 540-604), papa e doutor da Igreja
Homilias sobre os evangelhos, nº 16, 5
Quarenta dias para crescer no amor de Deus e do próximo

Iniciamos hoje os santos quarenta dias da quaresma, e convém-nos examinar atentamente por que razão esta abstinência é observada durante quarenta dias. Moisés, para receber a Lei pela segunda vez, jejuou quarenta dias (Ex 34,28). Elias, no deserto, absteve-se de comer durante quarenta dias (1Rs 19,8). O Criador dos homens, ao vir para o meio dos homens, não tomou qualquer alimento durante quarenta dias (Mt 4,2). Esforcemo-nos também nós, tanto quanto nos for possível, por refrear o nosso corpo pela abstinência neste tempo anual dos santos quarenta dias [...], a fim de nos tornarmos, segundo a palavra de Paulo, «uma hóstia viva» (Rom 12,1). O homem é, ao mesmo tempo, uma oferenda viva e imolada (cf Ap 5,6) quando, sem deixar esta vida, faz morrer nele os desejos deste mundo.


Foi a satisfação da carne que nos levou ao pecado (Gn 3,6); que a carne mortificada nos leve ao perdão. O autor da nossa morte, Adão, transgrediu os preceitos de vida comendo o fruto proibido da árvore. É por conseguinte necessário que nós, que fomos privados das alegrias do Paraíso pelo alimento, nos esforcemos por reconquistá-las pela abstinência.


Mas ninguém suponha que esta abstinência é suficiente. O Senhor disse pela boca do profeta: «O jejum que Eu aprecio é este, [...] repartir o teu pão com o esfomeado, dar abrigo aos infelizes sem asilo, vestir o nu, e não desprezar o teu irmão» (Is 58,6-7). Eis o jejum que Deus aprova [...]: um jejum realizado no amor ao próximo e impregnado de bondade. Prodigaliza pois aos outros daquilo que retiras a ti próprio; assim, a tua penitência corporal permitir-te-á cuidar do bem-estar físico do teu próximo em necessidade.

(fonte: EQ)

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Dom Airton, novo Arcebispo de Campinas

Campinas (Quarta-feira, 15-02-2012, Gaudium Press) Dom Airton José dos Santos foi nomeado hoje, 15, pelo Papa Bento XVI como o novo Arcebispo de Campinas. O prelado administrava a Arquidiocese de Mogi das Cruzes e agora é o 7º Bispo e 5º Arcebispo da Arquidiocese de Campinas.
Vacante desde o falecimento de Dom Bruno Gamberini, em 28 de agosto de 2011, a Arquidiocese de Campinas estava sendo administrada pelo Monsenhor João Luiz Fávero.

Ler mais em: Gaudium Press

domingo, 25 de dezembro de 2011

Homilia de Natal - Missa do galo - Bento XVI


HOMILIASanta Missa da Noite na Solenidade do Natal do Senhor
Basílica de São Pedro - Vaticano
Sábado, 24 de dezembro de 2011


Amados irmãos e irmãs!

A leitura que ouvimos, tirada da Carta do Apóstolo São Paulo a Tito, começa solenemente com a palavra "apparuit", que encontramos de novo na leitura da Missa da Aurora: "apparuit – manifestou-se". Esta é uma palavra programática, escolhida pela Igreja para exprimir, resumidamente, a essência do Natal. Antes, os homens tinham falado e criado imagens humanas de Deus, das mais variadas formas; o próprio Deus falara de diversos modos aos homens (cf. Heb 1, 1: leitura da Missa do Dia). Agora, porém, aconteceu algo mais: Ele manifestou-Se, mostrou-Se, saiu da luz inacessível em que habita. Ele, em pessoa, veio para o meio de nós. Na Igreja antiga, esta era a grande alegria do Natal: Deus manifestou-Se. Já não é apenas uma ideia, nem algo que se há-de intuir a partir das palavras. Ele "manifestou-Se". Mas agora perguntamo-nos: Como Se manifestou? Ele verdadeiramente quem é? A este respeito, diz a leitura da Missa da Aurora: "Manifestaram-se a bondade de Deus (…) e o seu amor pelos homens" (Tt 3, 4). Para os homens do tempo pré-cristão – que, vendo os horrores e as contradições do mundo, temiam que o próprio Deus não fosse totalmente bom, mas pudesse, sem dúvida, ser também cruel e arbitrário –, esta era uma verdadeira "epifania", a grande luz que se nos manifestou: Deus é pura bondade. Ainda hoje há pessoas que, não conseguindo reconhecer a Deus na fé, se interrogam se a Força última que segura e sustenta o mundo seja verdadeiramente boa, ou então se o mal não seja tão poderoso e primordial como o bem e a beleza que, por breves instantes luminosos, se nos deparam no nosso cosmos. "Manifestaram-se a bondade de Deus (…) e o seu amor pelos homens": eis a certeza nova e consoladora que nos é dada no Natal.

Na primeira das três leituras desta Missa de Natal, a liturgia cita um texto tirado do livro do Profeta Isaías, que descreve, de forma ainda mais concreta, a epifania que se verificou no Natal: "Um Menino nasceu para nós, um filho nos foi concedido. Tem o poder sobre os ombros, e dão-lhe o seguinte nome: 'Conselheiro admirável! Deus valoroso! Pai para sempre! Príncipe da Paz!' O poder será engrandecido numa paz sem fim" (Is 9, 5-6). Não sabemos se o profeta, ao falar assim, tenha em mente um menino concreto nascido no seu período histórico. Mas isso parece ser impossível. Trata-se do único texto no Antigo Testamento, onde de um menino, de um ser humano, se diz: o seu nome será Deus valoroso, Pai para sempre. Estamos perante uma visão que se estende muito para além daquele momento histórico apontando para algo misterioso, colocado no futuro. Um menino, em toda a sua fragilidade, é Deus valoroso; um menino, em toda a sua indigência e dependência, é Pai para sempre. E isto "numa paz sem fim". Antes, o profeta falara de uma espécie de "grande luz" e, a propósito da paz dimanada d’Ele, afirmara que o bastão do opressor, o calçado ruidoso da guerra, toda a veste manchada de sangue seriam lançados ao fogo (cf. Is 9, 1.3-4).

Deus manifestou-Se… como menino. É precisamente assim que Ele Se contrapõe a toda a violência e traz uma mensagem de paz. Neste tempo, em que o mundo está continuamente ameaçado pela violência em tantos lugares e de muitos modos, em que não cessam de reaparecer bastões do opressor e vestes manchadas de sangue, clamamos ao Senhor: Vós, ó Deus forte, manifestastes-Vos como menino e mostrastes-Vos a nós como Aquele que nos ama e por meio de quem o amor há-de triunfar. Fizestes-nos compreender que, unidos convosco, devemos ser artífices de paz. Amamos o vosso ser menino, a vossa não-violência, mas sofremos pelo fato de perdurar no mundo a violência, levando-nos a rezar assim: Demonstrai a vossa força, ó Deus. Fazei que, neste nosso tempo e neste nosso mundo, sejam queimados os bastões do opressor, as vestes manchadas de sangue e o calçado ruidoso da guerra, de tal modo que a vossa paz triunfe neste nosso mundo.

Natal é epifania: a manifestação de Deus e da sua grande luz num menino que nasceu para nós. Nascido no estábulo de Belém, não nos palácios do rei. Em 1223, quando Francisco de Assis celebrou em Greccio o Natal com um boi, um jumento e uma manjedoura cheia de feno, tornou-se visível uma nova dimensão do mistério do Natal. Francisco de Assis designou o Natal como "a festa das festas" – mais do que todas as outras solenidades – e celebrou-a com "solicitude inefável" (2 Celano, 199: Fontes Franciscanas, 787). Beijava, com grande devoção, as imagens do menino e balbuciava-lhes palavras de ternura como se faz com os meninos – refere Tomás de Celano (ibidem). Para a Igreja antiga, a festa das festas era a Páscoa: na ressurreição, Cristo arrombara as portas da morte, e assim mudou radicalmente o mundo: criara para o homem um lugar no próprio Deus. Pois bem! Francisco não mudou, nem quis mudar, esta hierarquia objetiva das festas, a estrutura interior da fé com o seu centro no mistério pascal. Mas, graças a Francisco e ao seu modo de crer, aconteceu algo de novo: ele descobriu, numa profundidade totalmente nova, a humanidade de Jesus. Este fato de Deus ser homem resultou-lhe evidente ao máximo, no momento em que o Filho de Deus, nascido da Virgem Maria, foi envolvido em panos e colocado numa manjedoura. A ressurreição pressupõe a encarnação. O Filho de Deus visto como menino, como verdadeiro filho de homem: isto tocou profundamente o coração do Santo de Assis, transformando a fé em amor. "Manifestaram-se a bondade de Deus e o seu amor pelos homens": esta frase de São Paulo adquiria assim uma profundidade totalmente nova. No menino do estábulo de Belém, pode-se, por assim dizer, tocar Deus e acarinhá-Lo. E o Ano Litúrgico ganhou assim um segundo centro numa festa que é, antes de mais nada, uma festa do coração.

Tudo isto não tem nada de sentimentalismo. É precisamente na nova experiência da realidade da humanidade de Jesus que se revela o grande mistério da fé. Francisco amava Jesus menino, porque, neste ser menino, tornou-se-lhe clara a humildade de Deus. Deus tornou-Se pobre. O seu Filho nasceu na pobreza do estábulo. No menino Jesus, Deus fez-Se dependente, necessitado do amor de pessoas humanas, reduzido à condição de pedir o seu, o nosso amor. Hoje, o Natal tornou-se uma festa dos negócios, cujo fulgor ofuscante esconde o mistério da humildade de Deus, que nos convida à humildade e à simplicidade. Peçamos ao Senhor que nos ajude a alongar o olhar para além das fachadas lampejantes deste tempo a fim de podermos encontrar o menino no estábulo de Belém e, assim, descobrirmos a autêntica alegria e a verdadeira luz.

Francisco fazia celebrar a santíssima Eucaristia sobre a manjedoura que estava colocada entre o boi e o jumento (cf. 1 Celano, 85: Fontes, 469). Depois, sobre esta manjedoura, construiu-se um altar para que, onde outrora os animais comeram o feno, os homens pudessem agora receber, para a salvação da alma e do corpo, a carne do Cordeiro imaculado – Jesus Cristo –, como narra Celano (cf. 1 Celano, 87: Fontes, 471). Na Noite santa de Greccio, Francisco – como diácono que era – cantara, pessoalmente e com voz sonora, o Evangelho do Natal. E toda a celebração parecia uma exultação contínua de alegria, graças aos magníficos cânticos natalícios dos Frades (cf. 1 Celano, 85 e 86: Fontes, 469 e 470). Era precisamente o encontro com a humildade de Deus que se transformava em júbilo: a sua bondade gera a verdadeira festa.

Hoje, quem entra na igreja da Natividade de Jesus em Belém dá-se conta de que o portal de outrora com cinco metros e meio de altura, por onde entravam no edifício os imperadores e os califas, foi em grande parte tapado, tendo ficado apenas uma entrada com metro e meio de altura. Provavelmente isso foi feito com a intenção de proteger melhor a igreja contra eventuais assaltos, mas sobretudo para evitar que se entrasse a cavalo na casa de Deus. Quem deseja entrar no lugar do nascimento de Jesus deve inclinar-se. Parece-me que nisto se encerra uma verdade mais profunda, pela qual nos queremos deixar tocar nesta noite santa: se quisermos encontrar Deus manifestado como menino, então devemos descer do cavalo da nossa razão "iluminada". Devemos depor as nossas falsas certezas, a nossa soberba intelectual, que nos impede de perceber a proximidade de Deus. Devemos seguir o caminho interior de São Francisco: o caminho rumo àquela extrema simplicidade exterior e interior que torna o coração capaz de ver. Devemos inclinar-nos, caminhar espiritualmente por assim dizer a pé, para podermos entrar pelo portal da fé e encontrar o Deus que é diverso dos nossos preconceitos e das nossas opiniões: o Deus que Se esconde na humildade dum menino acabado de nascer. Celebremos assim a liturgia desta Noite santa, renunciando a fixarmo-nos no que é material, mensurável e palpável. Deixemo-nos fazer simples por aquele Deus que Se manifesta ao coração que se tornou simples. E nesta hora rezemos também e sobretudo por todos aqueles que são obrigados a viver o Natal na pobreza, no sofrimento, na condição de emigrante, pedindo que se lhes manifeste a bondade de Deus no seu esplendor, que nos toque a todos, a eles e a nós, aquela bondade que Deus quis, com o nascimento de seu Filho no estábulo, trazer ao mundo.

Amém!




sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

O grão de mostarda, por São Cromácio de Aquiléia

São Cromácio de Aquiléia (? – 407), bispo
Sermão 30, 2 (a partir da trad. SC 164, p.137)

A semente lançada à terra dá muito fruto (Jo 12, 24)

O Senhor comparou-Se a Si mesmo a um grão de mostarda: ainda que fosse o Deus da glória e da majestade eterna, tornou-Se muito pequeno, porque quis nascer de uma virgem com um corpo de criança pequena. Foi lançado à terra quando o Seu corpo foi posto no túmulo. Mas, depois de Se ter elevado de entre os mortos pela Sua gloriosa ressurreição, cresceu sobre a terra até Se tornar uma árvore em cujos ramos habitam os pássaros do céu.

Esta árvore significa a Igreja que a morte de Cristo ressuscitou na glória. Os seus ramos só se podem entender como sendo os apóstolos porque, tal como os ramos são o ornamento natural da árvore, assim os apóstolos são o ornamento da Igreja de Cristo pela beleza da graça que receberam. E diz-se que nestes ramos habitam os pássaros do céu. Alegoricamente, os pássaros do céu designam-nos a nós que, vindo à Igreja de Cristo, descansamos sobre o ensino dos apóstolos, como os pássaros sobre os ramos.

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Nojento, doentio e assustador - Aborto e a IURD



Que a Igreja Universal do Reino de Deus é uma palhaçada que só serve para juntar dinheiro aos chamados bispos do Edir, muitos já sabem. Que ela prega erros e inconsistências com a doutrina Cristã, também.

Mas como pode alguém continuar num antro desses, tendo como líder máximo e supremo alguém tão nojento, doentio e assustador?

É inacreditável que alguém possa fazer parte de uma chamada igreja após ouvir o que esse senhor tem a dizer.

O Reinaldo Azevedo, de onde fiquei sabendo do vídeo, faz o seguinte comentário:

"Para ler, ver e ouvir com um crucifixo da mão!
...
O PT é a Igreja Universal da política, e a Igreja Universal é o PT da religião"

Nossa Senhora de Guadalupe nos proteja!

terça-feira, 6 de julho de 2010

RADAR ANTI-CRISTÃO: A Blasfêmia da Duloren



Estou sem palavras e me recuso a postar aqui a imagem da propaganda extremamente blasfema, desrespeitosa, preconceituosa, fanática doentia.

Agradeço o Prof. Felipe Aquino pelo post e aviso aos Cristãos e faço minhas as palavras dele:

Católico, escreva para a Duloren protestando contra isso.

Este é o link para se protestar contra o anúncio blasfemo:

http://www.duloren.com.br/faleconosco/index.php


Sugestão de texto por um leitor do blog:
"Informo-lhes minha decepção com a campanha da Duloren difamando a Igreja Católica. Até então utlizava seus produtos, e os considerava de boa qualidade. Porém, se é esse o pensamento por trás da produção destes produtos informo-lhes que eu e meus familiares não usarão mais seus produtos, e repassarei minha insatisfação a tantos quanto puder. Espero que vocês se retratem dessa falta gravíssima ao direito da liberdade religiosa."

Quem quiser ver o anúncio, clique aqui.

Lamentável...

Denunciem, protestem, encham a caixa postal deles!!!

Em Cristo,



quinta-feira, 1 de julho de 2010

AJUDA: Enchentes no Nordeste



Atenção toda Arquidiocese de Campinas

Nossos irmãos e irmãs de Pernambuco e Alagoas precisam URGENTE de nossa ajuda. As últimas enchentes devastaram cidades inteiras, causando mortes e destruição. Por isso, a Cáritas Brasileira e o Regional Nordeste II da CNBB disponibilizaram uma conta bancária para que você deposite o que for possível, que será destinado às ações de socorro imediato, tais como: água potável, alimentos, kits de higiene, abrigos e reconstrução e recuperação das condições de vida das pessoas atingidas. Colabore, também, organizando coletas em sua Paróquia, Comunidade ou Organismo de nossa Arquidiocese.

Ajude com quanto puder!

Milhares de irmãos e irmãs nossos estão desabrigados pelas enchentes. Sua doação será utilizada no atendimento imediato às vítimas, na reconstrução de casas e na recuperação de meios produtivos.

Contas para doações:

Banco do Brasil

Agência: 3505-X

Conta Corrente: 5821-1

CEF

Agência: 1041 - Operação 003

Conta Corrente: 1292-1

Bradesco

Agência: 606

Conta Corrente: 68.000-1

Para DOC e TED o CNPJ é 33.654.419/0011-98


quinta-feira, 18 de março de 2010

Pedofilia e Transparência





PEDOFILIA E TRANSPARÊNCIA

Segue email na íntegra do Pe Mateus Maria:

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"Que a Paz de Cristo e a Ternura de Maria estejam convosco e com os seus!"

Segue abaixo o explendido texto, escrito por nosso Fundador Pe. Eugenio Maria, sobre a Pedofilia.

Neste momento difícil no qual a Igreja passa, unamos a nossa oração, pela purificação da mesma, e para que todos os demais escândalos, pecados e crimes 'encobertos ou escondidos' venham para a fora; oremos também pelo nosso Santo Padre o Papa, para que possa levar esta Cruz até o fim, com muita firmeza e paz. Segue o texto.....

"Os escândalos podem ser úteis e o trágico da pedofilia nos ajuda a abrir os olhos. O escândalo é de todos, mas a acusada é somente a Igreja Católica e isto, a meu ver, é causado por um forte prejuízo anticatólico, que está ocorrendo no mundo inteiro.

Tomemos como exemplo o caso da Alemanha. Nessa Nação, desde 1995, foram denunciados 210.000 (duzentos e dez mil) casos de abuso a menores e somente 94 casos poderiam estar relacionados, de alguma forma, a membros da Igreja Católica. Pensemos também na prestigiosíssima escola Odenwlad (Oso) de Heppebheim, conhecidíssima pelo seu método pedagógico de "livre desenvolvimento de cada aluno": fala-se de um alto número de abusos sexuais a partir de 1971.

Portanto, a fazer o mal não eram somente os jesuítas, os beneditinos ou outras categorias de padres. O mal comum, obviamente, não é motivo para gáudio, mas a percepção do dedo apontado preferencialmente ao mundo católico mostra como os homens e, particularmente os políticos, como também os jornalistas, que são sustentadores radicais da "revolução sexual", (vejam-se as batalhas sexuais da nossa Marta Suplicy, que insinuou algo de negativo sobre o atual prefeito durante as eleições) individuam no clero católico, que é menos progressista, as contradições que aparecem.

Muito bem fez o Arcebispo Silvano Tomasi, lembrando na sede das Nações Unidas de Genebra que, "como a Igreja Católica se esforça em fazer limpeza em sua própria casa, assim seria bom que das outras instituições fizessem o mesmo e informassem à mídia as providências tomadas". O Arcebispo falou com referência às estatísticas do jornal "Christian Scientist Monitor", segundo as quais, nos Estados Unidos, as Igrejas mais acusadas de pedofilia seriam as protestantes e que existiriam casos também na Comunidade hebraica, da qual, porém, se fala menos.

Cada vez, pois, que tais escândalos vêm à crônica, eis que aparece sempre um eclesiástico, mal sucedido na vida, que volta a falar do casamento dos padres e inaugurar assim uma nova era "a era do livre amor em livre Igreja".

Um desses homens é o teólogo Hans Kung, que não tendo alcançado a púrpura cardinalícia e nem um pequeno episcopado, gosta de sair nas crônicas dos jornais para contestar o Papa e todo o mundo, assim como faz aqui no Brasil o padre Quevedo a propósito dos santos e das imagens sagradas, sem, naturalmente, que os seus superiores jesuítas, que têm o quarto voto de obediência ao Santo Padre, o repreendam.

Mas voltemos ao nosso artigo a respeito dos padres pedófilos. A idéia de que o padre cobiça as crianças como conseqüência do seu impedimento para com os adultos é simplesmente ridículo, mas não porque se deva nutrir confiança incondicional na virtude do sacerdote, mas, ao contrário, porque a história universal demonstra que se si quer se pode. Para qualquer padre ter relacionamento sexual não é impossível e é também racional pensar que não seja demasiadamente difícil.

As coisas acontecem: párocos com a secretária "particular" ou empenhados em relações com uma paroquiana, muitas vezes conhecidas até no âmbito da Comunidade paroquial, e até silenciada quando não aprovada. Bastaria uma rápida procura na internet para encontrar milhares desses casos, do mais dramático ao mais tragicômico.

Mas, para nossa sorte existem sacerdotes que vivem bem o seu celibato e outros, que se enamorando de alguém, pedem e obtém a suspensão "a divinis" e a dispensa para contrair o matrimônio. Outros apostatam isto é passam mais ou menos espontaneamente para outras igrejas onde se pode casar com uma mulher, com um homem, mudar de sexo ou fazer o que bem quiser. Para não falar dos padres, que sem empenhar-se em relações sentimentais mais ou menos estáveis, se limitam a usar a prostituição corriqueira. Até o dia que são descobertos e pedem perdão. Tanto Deus é Amor!

Em suma, quem ingenuamente pensa que os padres sejam constrangidos a não fazer sexo, penso que nunca conheceram um padre!

Por outro lado, hoje a cinematografia nos presenteia com muitíssimos personagens que levam à pedofilia: do carrasco de "Sleepers" ao aproveitador de "Taxi Driver", todos com a mesma característica, são leigos. Estes personagens poderiam, sem impedimento algum, casar-se, conquistar uma louraça num bar, ir com uma prostituta, mas, ao invés cobiçam crianças e as seduzem e as estupram. Como de resto fazem no mundo real todos os pais de família que abusam dos filhos, daqueles que se apostam à frente das escolas e aqueles que trabalham nas escolas e se aproveitam da ingenuidade da criança: em suma, todos pervertidos, levados pela própria perversão para com a criança e não com outras pessoas adultas. Porque, para o pedófilo, o sexo adulto é um sub-rogado da pederastia, não o contrário.

Tudo isso nos leva a dizer com clareza que não é o celibato eclesiástico que aumenta os abusos contra os menores, mas a verdade é que:

UM PADRE PEDÓFILO NÃO É UM PADRE QUE SE TORNOU PEDÓFILO, MAS UM PEDÓFILO QUE SE TORNOU PADRE! É CLARO!

É obvio, então, que a questão fundamental não é a disciplina do celibato, mas a seleção que se faz (ou não se faz) quando se ingressa no Seminário! O problema está aqui. Existem pessoas que nunca deveriam ser ordenados padres, contudo se tornaram padres pela imposição das mãos de Bispos displicentes, com graves danos à Igreja e à Sociedade. Isto vale também por outros aspectos dentro da Igreja, como por exemplo, os padres que falam mais de política que de Evangelho, ou não falam a respeito de nada, porque não têm nenhuma preparação cultural e então cantam e dançam.... Por que acontece isso?

Permito-me uma observação que é minha pessoal, e certamente parcial, e não explica o fenômeno todo.

O problema está ligado, de qualquer maneira, à epocal crise que a igreja atravessa há 40/50 anos. Parte dos padres e dos Bispos e dos intelectuais católicos (de esquerda) interpretou desastrosamente o Concílio Ecumênico Vaticano II, pensando que tinha chegado um catolicismo conciliante com o "mundo", sem mais atritos com o pensamento laico dominante (que naquela época era a Teologia da Libertação, de cunho comunista-marxista, e hoje, o individualismo relativista).

Com catastrófica ingenuidade se pensava que esta paz teria reforçado a Igreja, quando, ao contrário, não fez outra coisa que enfraquecê-la: os católicos mornos, aqueles conforme a mentalidade de massa; no fundo, no fundo sofrem de um inconfessado, mas iniludível complexo de inferioridade cultural e estão expostos ao risco de apostatar e o fazem passando para outras seitas que pululam por ai. Entre outras coisas, a crise cultural provocou também uma enorme diminuição de vocações sacerdotais, cúmplice também o fato de que grande é a confusão abaixo do céu a cerca da natureza e função do sacerdote no mundo. Neste ponto, se os seminários se encontram com menos vocações ou até com nenhuma vocação, é claro que lá, onde a confusão é maior, pode surgir a tentação de ser menos rigoroso. Em suma, já são poucos os candidatos ao sacerdócio e, se nós também não aceitarmos os poucos que batem às nossas portas estamos fritos....

Eu espero que em nenhum seminário tenha sido ordenado alguém do qual se sabia ou se suspeitava uma pulsão maléfica, contudo não coloco a minha mão no fogo! Porém, tenho um vago sentimento de que se pensou tornar mais fácil o acesso ao sacerdócio. Assim sendo, não se resolveu o problema do número de padres, mas se aumentou o problema daqueles que nunca deveriam ser tido ordenados padres e se tornou mais fácil para esses infelizes entrar e fazer parte do clero, já que eram capazes de mentir, de fingir, de bajular... E com eles entraram também ativistas políticos e verdadeiras serpentes que se infiltraram no coração da Igreja para destruí-la.

É claro que tudo isso não explica o fenômeno dos padres pedófilos e em geral dos delinqüentes hipócritas que entraram no clero, chegando até, alguns, a cargos elevados, como o fundador dos Legionários de Cristo, que foi ordenado pelo tio Bispo depois de ter sido rejeitado por três seminários..... É um fato que provem do pecado original a da casta meretrix e, portanto, enquanto dura o mundo e a história, podem ser reduzidos, mas não eliminados.

É claro, portanto, que abolir o celibato eclesiástico seria perfeitamente inútil, aliás, contraproducente, porque os pedófilos infiltrados no clero não fariam outra coisa senão encontrar mulheres para casar-se, o que não seria difícil nos nossos dias, podendo assim, continuar importunar crianças impunemente. É deplorável notar que nesta categoria os jornais nomeiam até Bispos e Cardeais que acobertaram, quando não transferiram de paróquia em paróquia tais Judas para proteger o bom nome da Igreja e provavelmente o seu patrimônio..... Mas eles também são pecadores ou não? E assim ajudam os anticlericais, que para atacar a Igreja, se servem de tudo.

O problema da Igreja não se resolverá dando uma esposa aos padres, mas ao contrário, com exames vocacionais mais rigorosos e severos, mais seletivos e culturais que é exatamente aquilo que tenta fazer pacientemente o nosso Santo Padre Bento XVI. Se, depois de tudo isso tiver uma diminuição de sacerdotes, então rezemos ao Senhor da Messe para enviar operários a sua Messe." (Pe. Eugenio Maria, FMDJ)

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AMÉM!!

Em Cristo,


terça-feira, 28 de julho de 2009

sexta-feira, 19 de junho de 2009

O Ano Sacerdotal

S. João Maria Vianney - Cura D'Ars


Hoje é um dia muito especial:

Na próxima solenidade do Sacratíssimo Coração de Jesus, sexta-feira 19 de Junho de 2009 – dia dedicado tradicionalmente à oração pela santificação do clero – tenho em mente proclamar oficialmente um «Ano Sacerdotal» por ocasião do 150.º aniversário do «dies natalis» de João Maria Vianney, o Santo Patrono de todos os párocos do mundo
(Link para a carta na íntegra)

Afastando quaisquer coincidências, o Santo Papa concilia o início do ano litúrgico dedicado aos Padres com o Patrono dos sacerdotes e a grandiosa festa do Sagrado Coração de Jesus. E para não deixar nenhuma dúvida, Bento XVI une um grande Santo do passado com um grande Santo do presente.

S. Padre PioNeste Domingo, o Papa visita San Giovani Rotondo, em Puglia, Itália, onde está o tumba do incorrupto Santo Padre Pio. Nada mais justo que dois grandes exemplos de santidade sirvam como inspiração para este ano dedicado aos sacerdotes.

Rezemos juntos com o Papa e a Santa Igreja para todos os sacerdotes e para a vocação sacerdotal, seguindo os exemplos destes e de tantos Santos de hoje e ontem:

À Virgem Santíssima entrego este Ano Sacerdotal, pedindo-Lhe para suscitar no ânimo de cada presbítero um generoso relançamento daqueles ideais de total doação a Cristo e à Igreja que inspiraram o pensamento e a acção do Santo Cura d’Ars. Com a sua fervorosa vida de oração e o seu amor apaixonado a Jesus crucificado, João Maria Vianney alimentou a sua quotidiana doação sem reservas a Deus e à Igreja. Possa o seu exemplo suscitar nos sacerdotes aquele testemunho de unidade com o Bispo, entre eles próprios e com os leigos que é tão necessário hoje, como o foi sempre. Não obstante o mal que existe no mundo, ressoa sempre actual a palavra de Cristo aos seus apóstolos, no Cenáculo: «No mundo sofrereis tribulações. Mas tende confiança: Eu venci o mundo» (Jo 16, 33). A fé no divino Mestre dá-nos a força para olhar confiadamente o futuro. Amados sacerdotes, Cristo conta convosco. A exemplo do Santo Cura d’Ars, deixai-vos conquistar por Ele e sereis também vós, no mundo actual, mensageiros de esperança, de reconciliação, de paz.

Com a minha bênção.

E quando vir um padre esse ano, não esqueça de saudá-lo: Feliz Ano dos Padres!

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Carta aberta ao Pe. Fábio de Melo

Parabéns ao Gustavo, do Blog Exsurge, pelo fantástico trabalho de defesa da Igreja.

Imperdível a leitura. Seguem alguns trechos..

Caso não saiba, algumas das suas declarações geraram grande indignação entre os católicos. Sobretudo nos blogs e sites católicos multiplicaram-se as críticas e manifestações de repúdio a algumas de suas posições expressas na citada entrevista. Sem dúvida, houve diversas respostas adequadas e enriquecedoras; contudo, parece que essas felizes colocações soçobraram ante uma avalanche de afirmações imprecisas, imprudentes e, em alguns casos, incorretas.

Uma das suas primeiras assertivas, que a mim causou muito espanto e preocupação, foi a de que “precisamos nos despir dessa arrogância de que nós somos proprietários da verdade suprema”. De fato, “donos” da verdade nós não somos. Mas nós a conhecemos! A Verdade é Cristo, e não há outra.
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E como explicar que, ao falar da condição adâmica do homem, o senhor tenha adotado a interpretação modernista segundo a qual a historicidade das escrituras fica reduzida ao nível das histórias da carochinha?! Dizer que Adão é uma imagem simbólica, metafórica, “fabulesca”, não faz parte da Doutrina Católica! O fato de a linguagem empregada no livro de Gênesis ser recheada de simbolismo não elimina o fato de que os acontecimentos nele narrados tenham se dado no tempo e no espaço tal como foram escritos. A interpretação literal complementa e enriquece a hermenêutica que se pode fazer a partir dos símbolos. Não é assim que ensina a Igreja?
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Em outro momento da entrevista o senhor afirmou que não “conseguia” celebrar a missa todos os dias? Não lhe parece estranho, e prejudicial, que a sua “agenda” não permita que o senhor celebre todos os dias a Eucaristia? Qual deve ser o centro da vida do sacerdote: o altar ou o palco? E quanto ao breviário? A sua “agenda” permite que o senhor o reze diariamente (considerando que não fazê-lo é pecado grave para o sacerdote)?


Não deixem de ler a carta em sua íntegra (link)

Pax et bonum,

quarta-feira, 20 de maio de 2009

O Caso Galileu - nas escolas


Outro dia, ao rever uma tarefa com meu filho numa apostila do COC que é usado no seu colégio, me deparei com as mais absurdos comentários sobre Galileu e a Igreja. Segue, a seguir, a (quase) íntegra da carta que enviei à escola:


"

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Entendo que, dentre os desafios na árdua tarefa da Educação, a fonte e confiabillidade da informação nem sempre é idônea. Principalmente na época atual em que apesar da enormidade de informações disponíveis, nos deparamos com dualidades, parcialidades e muitas outras formas de imprecisões.

Como família Católica praticante que somos, sentimos de perto uma atitude constante de crítica à Santa Igreja, numa tendência neoliberal que muitas vezes é injusta e infundada e que estranhamente não ocorre, por exemplo, com outras religiões como o Judaísmo ou Islamismo.

É por esse prisma e pelo zelo da Verdade, justiça e comprometimento histórico que venho comentar uma enorme distorção encontrada no material do 4º Ano, que agora cito:

“Descobriu também que a Terra gira em torno do Sol.

A Igreja não aceitou essa descoberta, pois acreditava que o Sol girava em torno da Terra. Além disso, a Igreja pensava que a Terra era imóvel.

Nessa época, a Igreja ditava as regras a serem seguidas pela sociedade. Ao contrariar as regras da Igreja, Galileu foi condenado pela Inquisição e foi para o tribunal. Durante seu julgamento, ao ver que ia morrer queimado, negou suas descobertas.

Galileu morreu cego e perseguido pela Igreja. Só após 341 anos, em 1983, a Igreja, revendo o processo, absolveu Galileu de qualquer acusação."

(Sobre Galileu - Apostila #, página 157, Capítulo 3)

O trecho é tão repleto de inverdades que refutarei trecho a trecho, conforme abaixo:

1- Descobriu também que a Terra gira em torno do Sol.

Esse é um erro frequente que, como muitas outras pessoas, assim também eu aprendi no meu tempo de escola.

O sistema heliocêntrico já era contemplado por Aristarco (270 a.C.), mas não foi até Nicolau Copérnico (1473-1543 d.C.) que o sistema fora descrito por um modelo matemático – pelo menos 50 anos antes de Galileu.

Galileu, então, contribuiu ao processo e à controvérsia.

2 - A Igreja não aceitou essa descoberta, pois acreditava que o Sol girava em torno da Terra. Além disso, a Igreja pensava que a Terra era imóvel.

Três séculos e meio de uma publicidade distorcida e laicista fizeram nascer o mito de que Galileu foi um “mártir da ciência e da liberdade de pensamento e a Igreja a costumeira inimiga da liberdade e do progresso humano”. (2)(1)

Historicamente, o modelo Geocêntrico era o mais aceito até após a época de Galileu, não só pela comunidade religiosa (Igreja Católica e Protestante) como também pela comunidade científica, que reforçavam essa teoria pelo respaldo Bíblico e falta de evidências fatuais.

O que a Igreja de fato rejeitou, é que Galileu apresentasse sua teoria como certa e que baseasse sua justificativa na Sagrada Escritura, que em princípio estaria em contradição, e se envolvesse em assuntos teológicos.

De fato, a Igreja, mesmo que se pronunciasse no âmbito científico, nunca se pronunciou infalível nesta esfera, ao contrário dos preceitos de fé e moral.

Além disso, é comprovado que muitos dentro da Igreja apoiavam a teoria de Copérnico, que era padre e dedicou seu último trabalho (“Sobre as revoluções das esferas celestes” de 1543) ao Papa Paulo III. O sistema heliocênctrico foi utilizado para a reforma do calendário litúrgico. O Cardeal Casteli disse que Aristóteles tinha errado ao defender o geocentrismo. Os Cardeais Barberini e Caetani foram contra a declaração de herege a Galileu.

Barberini, já como Papa Urbano VIII, disse que a Igreja não havia condenado, nem estava para condenar o sistema heliocêntrico, apenas o classificara como “temerário”.

3 – Nessa época, a Igreja ditava as regras a serem seguidas pela sociedade.

Essa é uma afirmação sem base nem fundamento e com o único intuito de prejuticar a imagem da Igreja – que regras? que sociedade? Como já dito, a resistência ao sistema heliocêntrico era geral e não limitado à Santa Sé. E por mais que a Igreja, num período ou outro, tenha influenciado algum governo, em nenhum momento foi Ela seguida por toda a sociedade, muito menos com regras sociais ou científicas.

4 – Ao contrariar as regras da Igreja, Galileu foi condenado pela Inquisição e foi para o tribunal. Durante seu julgamento, ao ver que ia morrer queimado, negou suas descobertas.

As duas frases, por si só, não fazem sentido. Galileu não poderia ter sido condenado antes de ir para o tribunal ou de seu julgamento. Nem mesmo podia Galileu ter negado descobertas que ele não realizou.

Galileu participou de dois tribunais: o primeiro em 1616 onde prometeu obediência convencido pelo Cardeal Belarmino e os livros de Copérnico e Foscarini foram incluídos no Index (obras que, até então estavam livres).

Em 1633, no segundo tribunal, Galileu foi condenado por heresia inquisitorial ou disciplinar, e não teológica, pois, como já dito, desobedeceu a recomendação do Santo Ofício por diversas vezes. O Papa Urbano VIII (Cardeal Barberini) o protegeu de qualquer punição mais severa já que era seu amigo pessoal.

5 – Galileu morreu cego e perseguido pela Igreja.

Galileu foi condenado à prisão que foi cumprida, por ordem do Papa, na casa do embaixador de Florença e, em seguida, na residência de seu admirador o Arcebispo Piccolomini, por apenas 5 meses. Retornou a sua residência em menos de 6 meses de ter sido “encarcerado”.

Ficou cego em 1637 por não usar proteção nas suas observações solares; publica um livro de Física em 1638 (cujos estudos foram conduzidos no “cárcere”) e morre em 1642, de morte natural, com 78 anos, assistido por um sacerdote e com as bênçãos do Papa – como bom Católico que era.

”A idéia de que Galileu foi encarcerado e até mesmo torturado para que abjurasse de sua tese não foi mais que uma lenda transmitida por uma falsa iconografia”. (5)

6 – Só após 341 anos, em 1983, a Igreja, revendo o processo, absolveu Galileu de qualquer acusação

“Galileu já tinha sido reabilitado por Bento XIV em 1741, com a concessão do `Imprimatur` à primeira edição das obras completas de Galileu. Em 1757, as obras científicas favoráveis à teoria heliocêntrica foram retiradas do Index de livros proibidos. Em 1822, Pio VII determinou que o `Imprimatur` podia ser dado também aos estudos que apresentavam a teoria copernicana como tese. “(1)

Em 31 de outubro de 1992 João Paulo II reconheceu com uma declaração os enganos cometidos pelo tribunal eclesiástico que julgou os postulados científicos de Galileu Galilei. (4)

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Espero ter ajudado a esclarecer tais confusões. Entendo que nem sempre é possível verificar todo o material disponível, principalmente por ser ele de proveniência de terceiros. Também não culpo aqui uma ou outra pessoa. Apenas mostro os fatos na esperança da História ser apresentada como ela é, e não como alguns gostariam que ela tivesse sido.

Atenciosamente,

...

BIBLIOGRAFIA

1 - Jorge Pimentel Cintra - `Galileu` . Ed. Quadrante, São Paulo, SP, 1987.

2 – Joaquim Blessmann - `O Caso Galileu`.

3 - Estêvão Bettencourt - `O caso Galileu Galilei`. Pergunte e Responderemos, Rio de Janeiro, RJ, Ano XXIV, n.º 267, março-abril 1983, p. 90-97.

4- http://www.acidigital.com/noticia.php?id=15812 (“Galileu e O Vaticano” derruba lenda negra sobre cientista e a Igreja”.)

5- http://www.acidigital.com/notic2003/agosto/notic334.htm (“A Igreja nunca perseguiu Galileu, revela autoridade vaticana”)

quinta-feira, 29 de maio de 2008

O início do fim

Como reporta a Folha de hoje, o país dá mais um passo atrás na luta pela vida. Apesar de ter ganho uma importante batalha na luta contra o aborto, os ministros do Supremo demonstram desconhecimento e falta de moral e ética ao permitir, por 6 votos a 5, que vidas humanas sejam destruídas para pesquisas de células tronco embrionárias..

Mesmo com amplas evidências do fracasso desse tipo de pesquisa pelo mundo e do sucesso nas pesquisas com células tronco adultas e de animais, o país mais uma vez mostra sua cara, ignorante e socio-comunista, retrato do governo que aí está.

A CNBB se posicionou contra a decisão.

"Reafirmamos que o simples fato de estar na presença de um ser humano exige o pleno respeito à sua integridade e dignidade: todo comportamento que possa constituir uma ameaça ou uma ofensa aos direitos fundamentais da pessoa humana, primeiro de todos o direito à vida, é considerado gravemente imoral."

Que Nsa de Guadalupe, protetora da vida, nos proteja.




sábado, 15 de março de 2008

terça-feira, 10 de julho de 2007

Summorum Pontificum - Motu Proprio


[CARTA APOSTÓLICA]

[EM FORMA DE MOTU PROPRIO]

[BENTO XVI]

«Os sumos pontífices até nossos dias se preocuparam constantemente para que a Igreja de Cristo oferecesse à Divina Majestade um culto digno de “louvor e glória de Seu nome” e “do bem de toda sua Santa Igreja”.

«Desde tempo imemoriável, como também para o futuro, é necessário manter o princípio segundo o qual, “cada Igreja particular deve concordar com a Igreja universal, não só quanto à doutrina da fé e aos sinais sacramentais, mas também em respeito aos usos universalmente aceitos da ininterrupta tradição apostólica, que devem ser observados não só para evitar erros, mas também para transmitir a integridade da fé, para que a lei da oração da Igreja corresponda a sua lei de fé”.» (1)

«Entre os pontífices que tiveram essa preocupação ressalta o nome de São Gregório Magno, que fez todo o possível para que aos novos povos da Europa se transmitisse tanto a fé católica como os tesouros do culto e da cultura acumulados pelos romanos nos séculos precedentes. Ordenou que fosse definida e conservada a forma da sagrada Liturgia, relativa tanto ao Sacrifício da Missa como ao Ofício Divino, no modo em que se celebrava na Urbe. Promoveu com a máxima atenção a difusão dos monges e monjas que, agindo segundo a regra de São Bento, sempre junto ao anuncio do Evangelho exemplificaram com sua vida a saudável máxima da Regra: “Nada se antecipe à obra de Deus” (Cap. 43). Dessa forma a Sagrada Liturgia, celebrada segundo o uso romano, enriqueceu não somente a fé e a piedade, mas também a cultura de muitas populações. Consta efetivamente que a liturgia latina da Igreja em suas várias formas, em todos os séculos da era cristã, impulsionou na vida espiritual a numerosos santos e fortaleceu a tantos povos na virtude da religião e fecundou sua piedade”.»

«Muitos outros pontífices romanos, no transcurso dos séculos, mostraram particular solicitude para que a sagrada Liturgia manifestasse da forma mais eficaz esta tarefa: entre eles se destaca São Pio V, que sustentando por grande zelo pastoral, apos a exortação do Concílio de Trento, renovou todo o culto da Igreja, revisou a edição dos livros litúrgicos emendados e “renovados segundo a norma dos Padres” e os deu em uso a Igreja Latina».

«Entre os livros litúrgicos do Rito romano ressalta-se o Missa Romano, que se desenvolveu na cidade de Roma, e que, pouco a pouco, com o transcurso dos séculos, tomou formas que têm grande semelhança com as vigentes em tempos mais recentes».

«Foi este o objetivo que buscaram os Pontífices Romanos no curso dos seguintes séculos, assegurando a atualização ou definindo os ritos e livros litúrgicos, e depois, ao início deste século, empreendendo uma reforma geral» (2). Assim atuaram nossos predecessores Clemente VIII, Urbano VIII, São Pio X (3), Bento XV, Pio XII e o beato João XXIII.

«Em tempos recentes, o Concílio Vaticano II expressou o desejo de que a devida e respeitosa reverência em respeito ao culto divino, se renovasse de novo e se adaptasse às necessidades de nossa época. Movido por este desejo, nosso predecessor, o Sumo Pontífice Paulo VI, aprovou em 1970 para a Igreja latina os livros litúrgicos reformados, e em parte, renovados. Estes, traduzidos às diversas línguas do mundo, foram acolhidos de bom grado pelos bispos, sacerdotes e fiéis. João Paulo II revisou a terceira edição típica do Missal Romano. Assim os Pontífices Romanos agiram “para que esta espécie de edifício litúrgico (...) aparecesse novamente esplendoroso por dignidade e harmonia”.» (4)

«Em algumas regiões, contudo, não poucos fiéis aderiram e seguem aderindo com muito amor e afeto às anteriores formas litúrgicas, que haviam embebido tão profundamente sua cultura e seu espírito, que o Sumo Pontífice João Paulo II, movido pela preocupação pastoral em relação a estes fiéis, no ano de 1984, com o indulto especial “Quattuor abhinc annos”, emitido pela Congregação para o Culto Divino, concedeu a faculdade de usar o Missal Romano editado pelo beato João XXIII no ano de 1962; mais tarde, no ano de 1988, com a Carta Apostólica “Ecclesia Dei”, dada em forma de Motu proprio, João Paulo II exortou aos bispos a utilizar ampla e generosamente esta faculdade em favor de todos os fiéis que o solicitassem.»

«Depois da consideração por parte de nosso predecessor João Paulo II das insistentes petições destes fiéis, depois de haver escutado aos Padres Cardeais no consistório de 22 de março de 2006, apos haver refletido profundamente sobre cada um dos aspectos da questão, invocado ao Espírito Santo e contando com a ajuda de Deus, com as presentes Cartas Apostólicas estabelecemos o seguinte:

Art. 1 – O Missal Romano promulgado por Paulo VI é a expressão ordinária da “Lex orandi” (“Lei de oração”), da Igreja católica de rito latino. Contudo o Missal Romano promulgado por São Pio V e novamente pelo beato João XXIII deve ser considerado como expressão extraordinária da mesma “Lex orandi” e gozar do respeito devido por seu uso venerável e antigo. Estas duas expressões da “Lex orandi” da Igreja não levarão de forma alguma a uma divisão da “Lex credendi” (“Lei da fé”) da Igreja; são, de fato, dois usos do único rito romano.

Por isso é licito celebrar o Sacrifício da Missa segundo a edição típica do Missal Romano promulgado pelo beato João XXIII em 1962, que não foi ab-rogado nunca, como forma extraordinária da Liturgia da Igreja. As condições para o uso deste missal estabelecidas nos documentos anteriores “Quattuor abhinc annos” e “Ecclesia Dei”, serão substituídas como se estabelece a seguir:

Art. 2 – Nas Missas celebradas sem o povo, todo sacerdote católico de rito latino, tanto secular como religioso, pode utilizar seja o Missal Romano editado pelo beato Papa João XXIII em 1962, seja o Missal Romano promulgado pelo Papa Paulo VI em 1970, em qualquer dia, exceto o Tríduo Sacro. Para dita celebração seguindo um ou outro missal, o sacerdote não necessita nenhuma permissão, nem da Sé Apostólica nem do ordinário.

Art. 3 – As comunidades dos institutos de vida consagrada e das Sociedades de vida apostólica, de direito tanto pontifício como diocesano, que desejem celebrar a Santa Missa segundo a edição do Missal Romano promulgado em 1962 na celebração conventual ou “comunitária” em seus oratórios próprios, podem fazê-lo. Se uma só comunidade ou um inteiro Instituto ou Sociedade quer praticar ditas celebrações eventualmente, habitualmente ou permanentemente, a decisão compete aos Superiores maiores segundo as normas do direito e segundo as regras e os estatutos particulares.

Art. 4 – À celebração da Santa Missa, a qual se refere o artigo 2, também podem ser admitidos –observadas as normas de direito– os fiéis que o peçam voluntariamente.

Art. 5, § 1º – Nas paróquias, onde haja um grupo estável de fiéis aderentes à precedente tradição litúrgica, o pároco acolherá de bom grado seu pedido de celebrar a Santa Missa segundo o rito do Missal Romano editado em 1962. Deve procurar que o bem destes fiéis se harmonize com a atenção pastoral ordinária da paróquia, sob a direção do bispo como estabelece o cân. 392 evitando a discórdia e favorecendo a unidade de toda a Igreja.

§ 2º - A celebração segundo o Missal do beato João XXIII pode ocorrer em dia ferial; nos domingos e nas festividades pode haver também uma celebração desse tipo.

§ 3º - O pároco permita também aos fiéis e sacerdotes que o solicitem a celebração nesta forma extraordinária em circunstâncias particulares, como matrimônios, exéquias ou celebrações ocasionais, como por exemplo as peregrinações.

§ 4º - Os sacerdotes que utilizem o Missal do beato João XXIII devem ser idôneos e não ter nenhum impedimento jurídico.

§5º - Nas igrejas que não são paroquiais nem conventuais, é competência do Reitor conceder a licença mais acima citada.

Art. 6 – Nas missas celebradas com o povo segundo o Missal do Beato João XXIII, as leituras podem ser proclamadas também em língua vernácula, usando edições reconhecidas pela Sé Apostólica.

Art. 7 – Se um grupo de fiéis leigos, como os citados no art. 5, §1º, não tenha obtido satisfação a suas petições por parte do pároco, informe ao bispo diocesano. Convida-se vivamente ao bispo a satisfazer seu desejo. Se não pode prover a esta celebração, o assunto se remeta à Pontifícia Comissão “Ecclesia Dei”.

Art. 8 – O bispo, que deseja responder a estas petições dos fiéis leigos, mas que por diferentes causas não pode fazê-lo, pode indicar à Comissão “Ecclesia Dei” para que lhe aconselhe e lhe ajude.

Art. 9 § 1º - O pároco, após ter considerado tudo antecipadamente, pode conceder a licença para usar o ritual precedente na administração dos sacramentos do Batismo, do Matrimônio, da Penitência e da Unção dos Enfermos, se o requer o bem das almas.

§ 2º - Aos ordinários se concede a faculdade de celebrar o sacramento da Confirmação usando o precedente Pontifical Romano, sempre que o requeira o bem das almas.

§ 3º - Aos clérigos constituídos “in sacris” é licito usar o Breviário Romano promulgado pelo Beato João XXIII em 1962.

Art. 10 – O ordinário do lugar, se o considerar oportuno, pode erigir uma paróquia pessoal segundo a norma do cânon 518 para as celebrações com a forma antiga do rito romano, ou nomear um capelão, observadas as normas de direito.

Art. 11 – A Pontifícia Comissão “Ecclesia Dei”, erigida por João Paulo II em 1988, segue exercitando sua missão. Esta Comissão deve ter a forma, e cumprir as tarefas e as normas que o Romano Pontífice queira atribuir-lhe.

Art. 12 – A mesma Comissão, alem das faculdades das que já goza, exercitará a autoridade da Santa Sé vigiando sobre a observância e aplicação destas disposições.

Tudo quanto temos estabelecida com estas Cartas Apostólicas em forma de Motu Próprio, ordenamos que se considere “estabelecido e decretado” e que se observe desde 14 de setembro deste ano, festa da Exaltação da Santa Cruz, pese ao que possa haver em contrário.

Dado em Roma, em São Padre, em 7 de julho de 2007, terceiro ano de meu Pontificado.

terça-feira, 3 de julho de 2007

São Tomé



São Tomé foi um dos doze apóstolos de Jesus. Era israelita. O seu nome consta na lista dos quatro evangelistas.
O Evangelho de São João dá-lhe grande destaque. Em João 11,16, ele incita os discípulos a seguir Jesus e a morrer com ele na Judéia: "Tomé, chamado Dídimo, disse então aos discípulos: 'Vamos também nós, para morrermos com ele!'"
É ele que pergunta a Jesus, durante a Última Ceia, sobre o caminho que conduz ao Pai: 'Senhor (diz Tomé), não sabemos para onde vais. Como podemos conhecer o caminho?' Diz-lhe Jesus: 'Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vem ao Pai a não ser por mim'" (João 14,5-6).
Tomé encontrou Jesus Ressuscitado (João 21,2). Temperamento audacioso e cheio de generosidade, percorreu as etapas da fé e professou que Jesus era realmente Deus e Senhor. Oito dias depois, achavam-se os discípulos, de novo, dentro de casa, e Tomé com eles. Jesus veio, estando as portas fechadas, pôs-se no meio deles e disse: "A paz esteja convosco!". Disse depois a Tomé: "Põe teu dedo aqui e vê minhas mãos! Estende tua mão e põe-na no meu lado e não sejas incrédulo, mas crê!" Respondeu-lhe Tomé: "Meu Senhor e meu Deus!" (João 20,26-28).
Com este acto de fé e de amor a Jesus, apagou a sua dureza e deixou à Igreja a melhor jaculatória: "Mais nos serviu para a nossa fé, diz S. Gregório Magno, a incredulidade de Tomé do que a fé dos discípulos fiéis".
Felizes os que acreditamos sem ter visto, só em virtude da palavra dos que viram!


(Fonte: Evangelho Quotidiano)

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Papa Bento XVI
Audiência geral de 10.05.06 (Libreria Editrice Vaticana)

“Meu Senhor e meu Deus”

... "Tomé reage com a profissão de fé mais maravilhosa de todo o Novo Testamento: "Meu Senhor e meu Deus!" (Jo 20, 28). A este propósito, Santo Agostinho comenta: Tomé via e tocava o homem, mas confessava a sua fé em Deus, que não via nem tocava. Mas o que via e tocava levava-o a crer naquilo de que até àquele momento tinha duvidado" (In Iohann. 121, 5). O evangelista prossegue com uma última palavra de Jesus a Tomé: "Porque me viste, acreditaste. Bem-aventurados os que, sem terem visto, acreditam" (cf. Jo 20, 29). […]
O caso do Apóstolo Tomé é importante para nós pelo menos por três motivos: primeiro, porque nos conforta nas nossas inseguranças; segundo porque nos demonstra que qualquer dúvida pode levar a um êxito luminoso, para além de qualquer incerteza; e por fim, porque as palavras dirigidas a ele por Jesus nos recordam o verdadeiro sentido da fé madura e nos encorajam a prosseguir, apesar das dificuldades, pelo nosso caminho de adesão a Ele. ".

sexta-feira, 22 de junho de 2007

Caçada ao Santo Graal

Arqueologista italiano anuncia que o Santo Graal (ou "Holly Grail" - o Santo Cálice utilizado por Jesus Cristo na última ceia, que traz consigo inúmeras lendas e até mesmo filmes a respeito) está enterrado em uma sala secreta numa Igreja em Roma - a Basílica de São Lourenço.



Será?

quarta-feira, 13 de junho de 2007

Debate no Veritatis

Em excelente artigo, o Prof. Alessandro Lima, do Veritatis Splendor, defende o Catolicismo e a Igreja de Roma, contra alguns dos mais comuns ataques à Santa Igreja, no diálogo com a Prof. Myrtes Ribeiro da UNASP, SP (Faculdade Adventista), Adventista do Sétimo Dia.

O princípio do erro protestante (seja luterano, calvinista, adventista, batista e etc...) é plasmar um "cristianismo" a partir da Escritura incompleta (já que tem 73 livros e não 66) totalmente disconexo com a Memória Cristã. É como se o Cristianismo não tivesse 2000 anos, ou que foi enterrado desde o nascedouro esperando um "descobridor" revelá-lo. Que absurdo!


Parabéns ao Prof. Alessandro por sua eloquência e coragem na defesa da Fé!